segunda-feira, 16 de junho de 2008

O brilho de um Sol!


A entrega a vida,
o gozo dos momentos,
a exposição ao sol,
a nobreza diante do luar.

A criança adulta em uma vida que passa e fica,
que aporta e sai mundo a fora.
Passa silenciosamente e anuncia a todos sua graça.

Asas suprimidas na tristeza,
mas capazes de abraçar o mundo.
Sabedoria em compartilhar alegria,
com a capacidade de embriagar multidões.

Um ser solene, de alma generosa,
que não teme a voracidade do amor,
e desperta a cada grande descoberta,
vivendo um drama shakepeareano
com a sutileza de um belo conto de fadas.

*Para a amiga que sempre gerou raios de luz e alegria em minha vida, Sol)

(Andréa Zílio - Foto Percivaldo Rossato/Olhares.com)

sexta-feira, 13 de junho de 2008

Cores da Vida


Do 'negro' sentimento que aprisiona o coração,
busca no vermelho da paixão uma nova brisa para acariciar seu rosto.
E o azul do céu, do mar, reforça o valor da existência.

O embalo dessa espuma branca que enfeita as águas da cachoeira, faz o reflexo verde da floresta se envaidecer e demanchar-se nas águas, brindadas pelos raios amarelos do sol.
É nessa paisagem de cores que encontra o real sabor da VIDA!

(Andréa Zílio - Foto Jorge N. Alves/Olhares.com)

Pássaro da vida!


Serelepe mundo a fora
com a voracidade pelo novo, o desconhecido.
Filha da aventura, do desejo, do querer,
dona de asas que não temem voar.

Sabedora do tempo,
conhecedora da distância,
apaixonada pela teimosia,
e espelha sabedoria.

Sutileza de um entardecer,
vivaz como um amanhecer,
a espera de mais viagens,
na vivacidade de quem sabe querer... e ter!

*Para Bruna Adelaide, minha eterna Bruninha

(Andréa Zílio - Foto Cris Mena/Olhares.com)




terça-feira, 10 de junho de 2008

Existência


A gota de orvalho que anuncia outro amanhecer,
resplandece um novo semblante diante da insanidade;
Nostalgia que chegou ao entardecer,
agora se esvaíra com a mesma intromissão do raio de luz que ilumina seu rosto.


Alma de coração pulsante que encontra a cada raiar do dia
o sentido da existência humana;
Às vezes praguejada pelo vento, se embala na dor e sofrimento
Mas renova o ser, bebendo da fonte maior... a VIDA!



(Andréa Zílio - Foto Pedro N. S. Costa/Olhares.com)


Andréa,
minha "Simplesmente Amiga":

Você afagou meu coração e aconchegou minha alma nesses versos tão serenos, que emanam a candura da sua doce energia. Puxa, o que te dizer diante deste presente maravilhoso: poesia, pôr-do-sol no Amazonas! O coração não aguenta!
E que maravilhosa descoberta ver minha amiga baby/mais nova, a nossa menina elétrica e sonhadora, desabrochar para a poesia! Nao tem como a amiga mais velha/básica, nao sentir orgulho de mãe.
Nossa amizade não tem adeus. Terá, sim, sempre: reencontros, risos,sonhos partilhados, esperanças divididas, causas em comum, amor...
Queria uma palavra com gosto de abraço. Por isso te ofereço a palavra mais completa para mim: afeto, porque descreve tudo que sinto por vc, minha doce amiga/guerreira do Rio Amazonas...

Da simplesmente amiga,
Maracimoni

(Foto: O novo amigo Carlos, o eterno amigo Elson Martins, a "simplesmente amiga" Maracimoni e a despojada amiga Daniele).

Soneto da Felicidade

De tudo, ao meu amor serei atento
Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto
Que mesmo em face do maior encanto
Dele se encante mais meu pensamento.

Quero vive-lo em cada vão momento
E em seu louvor hei de espalhar meu canto
E rir meu riso e derramar meu pranto
Ao seu pesar ou seu contentamento,

E assim, quando mais tarde me procure
Quem sabe a morte, angústia de quem vive
Quem sabe a solidão, fim de quem ama

Eu possa me dizer do amor (que tive):
Que não seja imortal, posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure...

(Vinícios de Morais)

segunda-feira, 9 de junho de 2008

Escuridão


Às vezes a dor parece temer a luz do dia
e a escuridão insiste em não ter fim
O pedido de súplica aumenta no anseio da voz que grita por liberdade
e dispara sem rumo, sentido ou voracidade

O corpo trêmulo padece na angústia
de quem está solitário na multidão
A voz rouca de tanto gritar
O coração dilacerado em almejar

Uma palavra sem pontuação
Uma frase inacabada
Uma estrofe sem rima
Um poema despedaçado
Um ponto sem final

(Andréa Zílio - Foto Felipe Santos)

quarta-feira, 4 de junho de 2008

Desejo

Na sombra a luz perfeita,
um brilho sutil que impera.
A ousadia diante da timidez que amendrotava
os desejos, agora espanta os fantasmas.

Também há voracidade no brilho dos olhos que,
perdidos, viajavam por lugares sem um norte.
Eles quebram o gelo devagar... trazem o novo.
Viajam nessa jornada que deixa de ser como uma simples cavalgada.
Cada movimento revela o prazer que sacia o desejo!

(Andréa Zílio)

Simplesmente amizade!


Gesto que afaga,
olhar que remete confiança,
abraço que ampara,
palavra que conforta.

Saber transmitido,
histórias relembradas,
gargalhadas compartilhadas,
lágrimas expressadas.

Esperança dividida,
descobertas anunciadas,
um adeus que sempre volta,
reencontro, sonho, realiadade...AMIZADE!

Para a amiga que parte sem dizer adeus - Maracimoni

(Andréa Zílio - Foto Fellipe Awi)




terça-feira, 3 de junho de 2008

Um sonho que aporta


No horizonte,
do outro lado da linha,
uma rotina.
Vidas em um ritmo amazônico,
embaladas por sonhos que saem e nunca aportam.
Sem grandes pretensões,
no ramal Icuriam
viver é o objetivo que rege todos os desafios.
(Andréa Zílio - Foto: Sérgio Vale)