sexta-feira, 5 de setembro de 2008

Janelas

Anoiteceu, e o barulho do silêncio é maior.
Hoje cedo ela sorria, vivia a agilidade do tempo em sua rotina.

Agora encontra em cada janela uma companhia.
Percorre o mundo, vai à África,
ouve Cezária Évora, se
embala no samba das Rainhas,
encontra cor e movimento no Olhares.

A madrugada chega, existe uma rede, a brincadeira começa.
Em cada janela, um semblante familiar, tudo interligado.
As poesias de Pessoa, Drummond, Lispector, Meireles ressoam.
Leitura Livre traz novos talentos, e ela conversa com cada um deles.

Encontra as "Mulheres de Holanda", descobre que é uma delas.
Sorri com as "Crises do Amor"... Realmente é preciso brindar em nome dele.

Palavras, imagens, sons, silêncio.
Um mundo de informações a sua frente,
Um companheiro fiel de uma noite solitária... Mas não de solidão!

(Texto: Andréa Zílio)

quarta-feira, 3 de setembro de 2008

Dedicatória...

Para Andréa Zílio, minha amiga do dia-a-dia e de blog. Agradecendo o lindo texto que fizeste em seu blog te dedico 3 coisas, já que não sou boa poeta!-

Uma flor amarela









Um poema de Mário Quintana
Canção do Dia de Sempre
(Mário Quintana)

Tão bom viver dia a dia
a vida assim, jamais cansa
Viver tão só de momentos
como estas nuvens no céu
E só ganhar, toda a vida
inexperiência, esperança

E a rosa louca dos ventos
Presa à copa do chapéu
Nunca dês um nome a um rio: sempre é outro rio a passar.
Nada jamais continua, tudo vai recomeçar!
E sem nenhuma lembrança
Das outras vezes perdidas,
atiro a rosa do sonho nas tuas mãos distraídas…

- Um trecho de Dura na Queda - Chico Buarque

"O sol ensolarará a estrada dela
A lua alumiará o mar
A vida é bela
O sol, a estrada amarela,
as ondas, as ondas, as ondas ..."
AMO VOCÊ MINHA AMIGA!
(De Claudinha Bartolo para Andréa Zílio)

Saudade que não tem fim!

O peito se preenche de um vazio
recordações se encontram
palavras sussurram...
uma doce lembrança,
uma amarga ausência.

Um fundo de tela que exibe
o que foi vivido, sentido.
A sensação de preenchimento que
deseja evazar, explodir.

Vontade de fechar os olhos...
abrir... estar perto, sentir.
Cenários de cores, sabores,
são sensações de uma só palavra:
Saudade!
(Texto : Andréa Zílio)

terça-feira, 2 de setembro de 2008

Multicores!

Um caminho sempre cheio de cores,
fantasias, amores.
A permanente transformação,
um dia no casulo,
outro dia bate as asas e sai a voar.
Menina de boas risadas, de energia
incessante no momento de brincar, brindar.
Mulher de muitos sabores, da serenidade
ao ápice da explosão de sentimentos e emoções.

Intensidade é teu nome,
alegria teu sobrenome.
Fazes da vida uma simples transformação,
em que pedras acabam virando flores, de multicores.
Beleza simples, terno ápice de quem sabe viver a vida
da melhor maneira: sorrindo!

*Para a bela e sorridente, Claudinha Bartolo, sempre Cauzinha- "um beijo e me liga!"

(Texto: Andréa Zílio / Foto: Pereira Lopes)

quinta-feira, 21 de agosto de 2008

Alma!


Regressa à velha casa
e te torna um bom lembrador,
Fazes da recordação tua lágrima
torna o vazio uma doce solidão.

Amanhã retornarás com um sorriso ameno,
te afagarás no aconchego da velocidade,
buscarás no ofício tua sina,
de uma jovem alma com a inquietude da liberdade.

(Texto: Andréa Zílio / Foto: Antonio Carreteiro / Olhares.com)

segunda-feira, 18 de agosto de 2008

Novas terras!

Navegas nesta cândura limiar,
em névoa te faz espiar,
na busca de uma terra
que desejas aportar.

Pisa com firmeza
em novo dia sem acabar,
reluta com o passado de lá,
te renovas com um novo olhar.

*Para Dani e Mara, que navegam novos mares

(Texto: Andréa Zílio)

sexta-feira, 15 de agosto de 2008

Aportar


Navesgas e aportas por este rio,
Lá, para além dos seres, ao profundo,
Desenhas um céu azul anil,
margens verdes que te cercam e direcionam teu caminho,
apontam as setas aos montes que amanhecem.

Como a um cativo, te ouço passar
com fixos olhos rasos de ânsia te vejo caminhar,
Tua sombra que ondula um canto de ave
Limiar textura e curvas de um enredo suave

Como diz Pessoa, que se afeiçoa:
"Mais razões para cantar que a vida!"

(Texto Andréa Zílio / Foto: Sérgio Vale - Rio Acre)

sexta-feira, 8 de agosto de 2008

Flor do Pará!

O carimbó embala teu corpo em uma canção de vida
que irradia tua alma e abençoa teus passos e rodadas.
Muiraquitã externa sua sorte mantendo em teu olhar um eterno
brilho de mocidade.
O grito que ecoas destes lábios carnundos de uma 'nega' de alma negra, é o mesmo que te fazes receber todos com humildade e alegria.
Dona de cachos que embalam na brisa do mundo, de coração que anseia por novas descobertas, novos palcos para teus talentos. Gingado herdado de uma mistura com cheiro de patcholin. Excêntricidade que te tornas única, de um jeito inconformista de ser. Esse capaz de mudar o mundo.
Banhada nas águas do Amazonas, o mar das verdes florestas do Norte do Brasil, tu te fazes um encanto de uma lenda chamada vida. És vitória-régia das ruas, das festas, das rodas entre amigos, da existência.

*Em homenagem à Camila Cabeça, aniversariante de 28 anos, no dia 08/08/2008
Na foto (arquivo pessoal), ao lado do rei do carimbó no Pará, Pinduca

(Texto: Andréa Zílio/Foto: Surama Chaul)

quinta-feira, 7 de agosto de 2008

Olhos!

Tua capacidade de brilhar depois de viajar
em uma sombra de abismo.
A motivação diante da alegria que te fazes
soltar a água salgada da emoção.
Tu, quando abaixas tua imponência,
fazes de tua morada um lugar triste.
Mas também sabes te encantar, nesse instante,
mostrar teu brilho com magia, soberania.
Te colorir, fantasiar, é tarefa fácil quando sabes amar.
Ao respeitar teu lar, te perguntas, te encontras,
te animas do que vistes e te empolga com o que queres ou vais ver.
E assim segue teu destino, com o que sabes fazer: OLHAR

(Texto Andréa Zílio / Foto: Sérgio Vale)

terça-feira, 5 de agosto de 2008

Sinto

O pensamento navega pra longe, sentindo o cheiro inebriante da inspiração do
desejo das rosas vermelhas, a lealdade das rosas amarelas e o encanto das margaridas, todas postas à mesa.
Observo a grandeza da árvore que se exibe do outro lado da janela, imponente, majestosa.
O silêncio mais alto invande minha alma, serenando meus pensamentos.
Meu coração sorrir com lágrimas, chora em gargalhadas.
Um mar de emoções da icoerência mais sensata,
vivida somente quando a alma está livre, escalando sonhos que pareciam impossíveis.
Uma vida que corre como as águas de uma cachoeira,
que sabe se fazer brilhar na queda que parece beirar um precípicio mas, na verdade,
é apenas um caminho necessário e energizante para ela harmonizar-se ao rio.
Encontro em tua alma a harmonia de minha alma, ambas navegando em um turbilhão de
paixão, se fazendo conhecedora dos encantos e valores do amor, o mais puro, o mais íntimo.


(Texto: Andréa Zílio / Fotos: Sérgio Vale)