Me desfaço nessa verve lembrança
de uma serena imagem de contentamento.
Um lúcido transbordar do sorriso que
amedronta os pesadelos.
Um descanso à alma livre,
no sabor da vivacidade do momento.
"Sem que um sonho, no erguer de asa,
faça até mais rubra a brasa da lareira!"
*aspas de Fernando Pessoa
(Texto: Andréa Zílio)
segunda-feira, 3 de novembro de 2008
quinta-feira, 30 de outubro de 2008
Xodó
de criaturas que identificam uma das características da essência de alguém... o cheiro.
Cansada, algumas vezes estressada, basta sentir o toque e força das patas que saltam em meu corpo, para a minha atenção se voltar à vocês.
Os olhos pedintes de carinho são chamados para um momento só nosso.
Vivo nesse xodó, de seres que só me fazem bem, dão trabalho, mas fazem muito bem.
*Meus dois xodó: Ágata, branca como a neve (o nome significa bondosa, ser bom, típico do boxer) e o espivitado poodle Ébano (preto e belo, assim como a árvore africana).
(Texto e foto: Andréa Zílio)
Escrever
daqueles mais fortes e insaciáveis.
É uma rotina,
daquelas mais gostosas e inebriantes.
Como uma gota de orvalho que precisa
do amanhacer para ser tão bela.
Da mesma maneira que o cantor precisa do palco para ecoar sua voz.
Escrever é quando os fatos se tornam verdadeiros
depois de terem sido inventados.
Em cada letra, a história contada, o sentimento expressado
do que se vive, ou apenas vê, mas sobretudo, sente.
(Texto e Foto: Andréa Zílio - RJ)
Da mesma maneira que o cantor precisa do palco para ecoar sua voz.
Escrever é quando os fatos se tornam verdadeiros
depois de terem sido inventados.
Em cada letra, a história contada, o sentimento expressado
do que se vive, ou apenas vê, mas sobretudo, sente.
(Texto e Foto: Andréa Zílio - RJ)
quarta-feira, 29 de outubro de 2008
Renovação!
experimentei mil sabores que dissolveram em minha boca
como palavras de muita poesia, em um cenário surreal.
Imaginar a realidade diante de tanta beleza é
uma overdose de felicidade.
O sangue pulsa mais forte em minhas veias,
energiza cada ponto deste corpo que abriga minha alma.
Só então percebo que às vezes é preciso ser como a garça,
que em muitos momentos se apóia em apenas uma perna para
não pesar o coração. E então, lança mais um de seus vôos, nobre e belo.
Me ergo em tua beleza, na tua energia e nessa sutileza de teus sonhos.
Me embriago em emoções que proporcionas,
exalando a plenitude do viver, que vai além...
muito além de uma mera existência, implicando em um Ser que faça jus a vida.
(Texto: Andréa Zílio / Foto: Sérgio Vale - RJ)
sexta-feira, 17 de outubro de 2008
Dançar!
quinta-feira, 16 de outubro de 2008
Olhar!
na busca insana da sedução que remonta teu brilho.
Soltas as palavras em uma expressão que me busca.
e meu desejo é saciado apenas com a tua verve artística,
na arte mais lúdica da vida. Outrora, na vida mais realista.
Quando encontro em teus olhos o brilho presente nos meus,
então deixo quieto teu corpo, para que te ouças,
renove teus movimentos que observam a gota do orvalho,
fica aí... o meu cenário.
(Texto: Andréa Zílio)
sexta-feira, 3 de outubro de 2008
Rachadura
Rasgando a cortina, a pronúncia de palavras cortantesque dilaceram o peito, transfigura a alma.
Sem piedade, essa ingenuidade satirizada
é negra no cenário da dor.
O riso transformado na imcompreensão completa,
triturando lembranças e refazendo cenários sem cor.
Ferida aberta, incerteza, impureza,
ressaltadas no vaso cheio de rachaduras.
(Texto: Andréa Zílio / Foto: Vanessa França - em MG)
quarta-feira, 1 de outubro de 2008
Cores e Tons
No diálogo histórias em comum
A mesma paixão pelas cores do mundo
Cumplicidade em sonhos individuais
O avassalador sentimento que recriou
Construiu formas e novos tons
Fez brotar sorrisos, lágrimas
Despedidas e reencontros
Almas livres que escalam sonhos impossíveis.
Na vida, o laço eterno de uma amizade
Cheia de sabor e amor
*Diversidade de cores em uma só árvore e "Miradouro da Lua", Angola, África
Vídeo Senzenina - http://www.youtube.com/watch?v=8NZdFPJ08-g
(Texto: Andréa Zílio/Fotos: Luiz Henrique)
quinta-feira, 25 de setembro de 2008
História, saber, Ser...
reconstituem um passado
reafirmam um presente,
renovam um futuro.
Cores que expressam sabor, dor, alegria,
contentamento, sentimento.
Formas que brincam de saber,
sem querer, sabem...
As lembranças em objetos,
o valor de gerações esquecidas
depositadas na esperança de quem valoriza a vida.
O requinte de histórias de rainhas, reis e plebeus
hoje enraizadas em formas arquitetônicas
apreciadas pelo olhar do povo de um novo tempo.
O minuto que sustenta a eternidade,
a lembrança que reproduz a emoção,
o doar que faz a viagem acontecer,
espalhando a história, o saber, o Ser.
*A bolsa/pasta , artesanato do especial povo da Guiné-Bissau
O caderno, réplica dos cadernos do rei e rainha de Savoia
O cartão do museu Palazzo Madana, Turim, Itália
(uma história cheia de saberes que viaja através dos amigos Mara e Carlos)
(Texto: Andréa Zílio / Foto: Sérgio Vale)
segunda-feira, 22 de setembro de 2008
Voz, som, gesto, movimento: reencontro
Na viagem, mais que uma visita, rostos conhecidos,
palavras agraciadas, cumprimentos calorosos.
Ao som da voz a alma foi preenchida por um estado de
frêmito extase, cheio de recordações, emoções.
O rosto lavado por um choro de alegria.
A mente preenchida em doces palavras,
e o corpo embalado no velho ritmo que outrora a encantou.
Momentos de afago em um coração desgarrado,
Passado que se refaz em uma colcha de retalhos de sentimentos,
Presente que se constrói com um novo momento a recordar,
e apenas a certeza de que no futuro essa sentinela nortente
continuará cravejada em seu peito.
Na voz rouca, a proeza do sentimento livre,
E no adeus, o afago e o choro de alegria se repete,
o preenchimento de um vazio construído por lembranças,
Uma sensação suavemente maluca, de uma balada eterna...
deste meu Planeta Amapari.
(Texto: Andréa Zílio)
palavras agraciadas, cumprimentos calorosos.
Ao som da voz a alma foi preenchida por um estado de
frêmito extase, cheio de recordações, emoções.
O rosto lavado por um choro de alegria.
A mente preenchida em doces palavras,
e o corpo embalado no velho ritmo que outrora a encantou.
Momentos de afago em um coração desgarrado,
Passado que se refaz em uma colcha de retalhos de sentimentos,
Presente que se constrói com um novo momento a recordar,
e apenas a certeza de que no futuro essa sentinela nortente
continuará cravejada em seu peito.
Na voz rouca, a proeza do sentimento livre,
E no adeus, o afago e o choro de alegria se repete,
o preenchimento de um vazio construído por lembranças,
Uma sensação suavemente maluca, de uma balada eterna...
deste meu Planeta Amapari.
(Texto: Andréa Zílio)
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