terça-feira, 13 de janeiro de 2009

Mudança

As cores mudam, estimulam novas descobertas,
aguçam os sentidos, assustam.
Um novo olhar, novo cenário, a ambiguidade do mesmo,
Caos que revela a transformação,
mudança que traz um novo brilho no olhar.

Tudo de novo, mais do mesmo, nada igual,
a cada dia um novo horizonte,
minha sina, meu desejo, meu anseio,
novidade sempre, desafios para viver!
(A.Z)

quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

Corpo

O corpo em dores,
a boca que setencia o silêncio,
os olhos lacrimejam quando fixos no horizonte,
as mãos que não querem movimento.

Inerte é o desejo maior,
o anseio é de parar de girar,
minutos para se acomodar e
deixar tudo isso passar.

*Amor? Paixão? Ou apenas um resfriado? A poesia pode passear por vários lugares.
(A.Z / Foto: Olhares.com)

segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

Alma

Alma livre, 
em que palavras sem asas amordaçam, 
olhares desconhecidos queimam,
gestos mal feitos dilaceram.

Livre alma, 
de sorriso que liberta,
de universo no qual sonhar é fundamental,
e na essência, essa intríseca vontade de querer, 
capaz de morrer no anseio do fazer.
(A.Z)

sexta-feira, 2 de janeiro de 2009

Renovação!

O melhor dentro da simbologia da passagem de ano vai além dos fogos, ceia, festa, claro que isso tudo ajuda a contextualizar esse melhor...
Mas é nesse sentimento de renovação que a luz maior  brilha. A sensação de que a partir de agora existe uma nova chance para que as coisas que deram errado, passem a dar certo, uma chance para mais sorrisos, abraços, olhares de esperança, reconciliações, novos sonhos, perspectivas, conquistas. 
Que 2009 seja um ano de muitas boas notícias, que o tempo seja necessário para agirmos com mais amor, harmonia, paz e que a saúde esteja sempre presente.
Beijos à todos!
(A.Z / Foto: Sérgio Vale - Rio Acre - Gameleira - Primeiras horas de 2009)

segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

Cores!

Fico entre o preto e branco e vermelho,
razão e emoção que se completam e fazem dessas cores um eterno crepúsculo.
Desejos desgarrados, renovados...
Busco no mar a mais pura tranquilidade,
na aventura de encontrar no escalar de uma cachoeira, o solo firme.
Não existe certeza quando nada é real?
Esse penduricalho há de cair, desfacelado, atormentado.
Em minha exaustão, a imensidão, e no titubear da dor sempre encontro o amor.
(A.Z / Foto: Karina Bertoncini.O)

Alma inquieta

Doce inveja do "normal", 
do sair e chegar em casa com a mesma tranquilidade,
do fim de semana acomodado. 
Essa alma inquieta que não me deixa sossegar, vontade de descobrir o mundo nas páginas de um livro, em uma viagem, em uma história.
Desbravar cada minuto como se fosse o último, fazer, ouvir, falar, fazer.
Escalar mais montanhas, descer cachoeiras, tomar banho de rio, pular as ondas do mar em vários litorais, conhecer mais da cultura do Brasil, do mundo, visitar museus, conversar com mais gente, dançar ritmos desconhecidos, comer comidas jamais vistas.
Estar enganjado em projetos mirabolantes, de pequenos resultados, mas grandes feitos.
Apreciar diversos cenários, chorar diante da dor do mundo, brincar por mais vezes, sorrir por causa de um simples olhar de quem nunca vi antes, aprender a falar mais idiomas, ver o mundo em outras cores. Navegar, voar, andar...
(A.Z / Foto: Nuno Manuel.Olhares)

Luz!

Um estalo...
mais do que podia, menos do que sonhava.
A luz negra se desfacela, se expande no espaço,
os vagalumes saem atordoados, baratinados, sem rumo.
Uma estrela se perde, e o ar já não passa,
a palavra silenciada, a dor esquecida, a emoção vivida.
Os fogos se espalham no céu, e o perdido andante pensa
ter encontrado seu ninho, mas quando chega próximo, uma faísca
o queima e só então percebe que ali não é seu berço.
Depois de muitas voltas, a tragédia grega sai do palco,
e em um cenário tranquilo ele espera a noite cair,
então, na escurdião percebe o brilho de várias estrelas,
se aproxima delas e todas o saudam como se o conhecessem.
Conhecem, não são estrelas, são vagalumes, e o medo se perde,
pois agora sabe que em cada luz existe um caminho.
(A.Z)

sábado, 27 de dezembro de 2008

Palavras!

O sossesso da alma está na tranquilidade cravada na busca pelas palavras, a famigerada necessidade de percorrer esse imenso caminho, desvendar os mistérios e traduzir cada sensação, emoção.
O tempo acelera a busca pela paciência, mas é aqui, nesse refúgio, que o tempo não pára, e eu me reencontro. 
Minha alma inquieta pede mais do mundo, pede mais de mim, 
a serenidade se perde no acelerar dos passos... eu paro, tudo se renova... estou aqui, novamente, conduzida pelas letras que me dão as respostas incesantes das angústias e alegrias. Corro, mais uma vez!
(A.Z / Foto: Adriane / Olhares)

Sossega...corre!

Plácida noite, sossega esse coração, 
traz junto aos raios do sol a esperança que vai além do tão somente existir.
Sutileza e destreza de peripécias repetidas, renovas o sorriso 
que se empalideceu diante da dor. 
Que a imensidão da pausa não devore os sonhos, apenas os reconstrua, com habilidade e grandiosidade. 
...
E o vento que passeia pela tua face te jogue pra fora da ilusão.
O mundo vai continuar a girar, e na mesma dinâmica, teu corpo recomeçará.
O sossego sem razão, a vida com emoção, a paz que inunda a alma inquieta, 
a tornando ainda mais andante.
*Para Bruninha
(Texto: A.Z / Foto: Ruy Carlos Pinto Afonso / Olhares)

quarta-feira, 24 de dezembro de 2008

Uma forma de dizer....

Busque uma fresta de luz em qualquer grade que te aprisiona,
aliva o pensamento, torna a vida uma louca sedução,
conquiste todos os dias um sorriso, um olhar diferente, um desejo, tudo em você mesmo e, se puder, no próximo também.
Faça diariamente alguma coisa fora da rotina.
Ouça  mais músicas e se embale nas canções.
Aprecie a arte, ela nos permite iludir a realidade e, melhor, transformá-la.

Se permita errar, só assim também poderá crescer, faça da mudança uma oportunidade de recomeçar.
Mas acima de tudo, respeite seus desejos, anseios, sentimentos e medos, 
com essa atitude diante de sua índole, se boa, também respeitará o outro. 

Faça tudo o que puder hoje, amanhã pode ser tarde, 
mas não queira tudo agora, exagero sempre é ruim,
paciência é um bom exercício,
radicalismo soa como ignorância, 
compreensão é a palavra do momento, 
compaixão é necessária diante de tanta grosseria.
Esbraveje quando necessário, mas saiba gritar e também silenciar, e não esqueça, desculpar.
Afinal, o que é certo e o que é errado diante de nossas diferenças?

Não sei se tudo isso acima é certo, mas sei que são palavras que eu quero ouvir e tentar seguir em 2009, portanto, divido com vocês, amigos, colegas de trabalhos, recentes amigos, conhecidos... pessoas que sempre atribuem significado e importância a minha vida. 
Ótimo Natal, ótima passagem de ano, de muitas perspectivas e realizações. Muita saúde, as outras coisas, corremos atrás. 

*Mensagem enviada à pessoas que estimo
(Texto: A.Z / Foto: Karine Bertoncini)