segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

Blues

A felicidade brota neste cintilar de momentos. Ela abre a porta e seu cheiro exala no ar, inebria o ambiente gerando sorrisos.
Seu toque aguça todos os desejos, faz o corpo tremular gerando novas cores ao cenário.
Um som espalha-se embalando uma nova dança. Os olhos brilham, os gestos desajeitados tentam encontrar movimento coerente, mas é na incerteza dos atos que se refaz um novo blues, emanando alegria, saudade do que será vivido.
Nesse turbilhão ela consegue encontrar serenidade no aconchego de sua pele diante da explosiva vontade do querer. Essa pele, antídoto da sede da paixão.

(Texto: A.Z)

Angústia

Mancha negra que vaga sem rumo, andante, perdido andante.
Nefasta insatisfação com o ser, crueldade que exala egocentrismo.
Dolorosa forma de sentir, decepção com quem não compreende quão valiosa é a vida.
Doçura perdida, choro que ecoa no horizonte e quebra o silêncio junto a lágrima de um pequeno que atormenta o cenário da folia. Tristeza que amordaça a alma, tortura os sentidos, dilacera a serenidade.
Em meio a tanta angústia, apenas ele é a vítima maior de um jogo de interesses que tranforma anjos em demônios. Ícaro que ainda sonha em voar, mas com as asas presas pede paciência para conseguir esperar.

*Aos amigos fica o otimismo de que tudo ficará bem. Força!
(Texto: A.Z)

sábado, 14 de fevereiro de 2009

Fúria e doçura

O equilíbrio atormenta o que está a frente, mas dentro é um vulcão em erupção, e neste pulsar de emoções a sanidade ecoa, passando em refinamento que muitas vezes encontra grandes buracos, mas sempre a eleva em alegria, cor, brilho e luz.
O mar virou um urso feroz, a velocidade pede passos lentos, a voz ecoa em silêncio, um momento de vagareza, adestreza. A doçura se revela em fúria, a briga é pelo viver, o forte é fraco, o fraco também é forte. Nesse duelo eterno o amor ímpera.
*A resposta da natureza diante da insanidade humana que destrói cada vez mais.
(Texto: A.Z / Foto: Hugo Amador)

Guia!

Dizem que sou poeta das dores,
me redimo diante da beleza da vida e peço perdão à emoção.
Nessa roda gigante abro os braços e emano felicidade em sorrisos consecutivos que exitam em não parar.
Sou filha de Oxum e me banho nas águas de Iemanjá, e assim meu pai Oxalá pede para passar, me guiando os passos aos caminhos das vivências, em cada rosto um orixá.
Nessa beleza da vida, a tristeza sempre consegue pequeninar, a razão me equilibra e a emoção me faz rir e chorar. Assim vou vivendo, andarilha do mundo, de alma inquieta, com sede de ver, tocar e sentir. Não sou poeta, apenas me faço falar em palavras rabiscadas em um universo paralelo, esse assim, meu, particular.
(Texto: A.Z)

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

Exagerada

Quando alguém parti definitivamente o mundo dela parece desabar, o vazio ímpera, o cenário se torna sombrio, a lembrança tem um sabor amargo, mas também sereno.
Quando ela briga com a pessoa amada o melhor lugar é o quarto, com uma caixa de chocolate e muitos filmes para lhe fazer companhia nas noites, agora, solitários.
Morando em outro país, todos os anos ela passa férias com a família, mas a partida é sempre dolorosa, como se aquela fosse a última vez que os vissem. As lágrimas são incontroláveis. O estrangeiro ao lado sempre acha isso um exagero.
O cenário verde, amarelo, azul e branco tem outro som, cor, sabor, energia. Tudo ficou mais valioso.
No reencontro com amigos seu sorriso emana felicidade, as expressões chamam atenção.
Cada momento pede emoção, e isso só é possível em sua vida com intensidade. Para alguns exagero, mas a verdade é que ela é brasileira!
(Texto: A.Z)

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

Um ou outro!

Diante de uma bela imagem as palavras sileciam.
Na tristeza a fantasia toma conta do corpo, levando a um cenário lúdico.
De cara com a dor a força ímpera levando um sopro à ferida.
Na falta do que fazer encontras companhia nas lembranças.
Na dúvida o coração enamora a razão em um jogo de sedução, verdade, querer, reflexão.
Na alegria a saudade aporta, a risada emana, a felicidade condena o ser ao sentido da vida.
(Texto: A.Z / Foto: Gonçalo Afonso)

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

Luz

As cores... insanas cores que revelam o abstrato,
mosaíco de formas, criatividade desnuda.
Lá no fundo, uma luz intensa a brilhar,
o sonho que se emancipa à realidade.
(A.Z)

sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

Frenesi

Sacia essa sede que se embebeda na tua verve,
Escuta o sussurro que esbraveja o nome de uma deusa,
Veja a fênix ressurgir das cinzas e a encontre no vôo dos desejos,
Acaricie a seda que cobre essa alma inquieta.
Um convite para cavalgar neste frenesi de emoções, satisfações.
(A.Z)

quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

Saudade!

A ambigüidade da saudade me fascina,
Esse misto de alegria e dor, solidão e sofrimento,
termômetro do que sou, pedaços que se vão.
É uma rosa com seu espinho, cheia de beleza, cor e perfume.
A saudade é o presente que alcançou o futuro e se tornou passado,
Traz uma tristeza que almeja pequeninar, mas lá no fundo é alegria, reservada em recordações, ou o sentir falta não persistiria.
A saudade não é queixa, ela passa e fica, se imortaliza, perpetua-se nas lembranças e está sempre aqui, do ladinho... É só chamar, ou esperar ela vir sem convidar.

(A.Z / Foto: Gleilson Miranda - Pôr-do-sol no Acre)

quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

Faces

Reticências, dá licença,
são palavras pronunciadas,
desarrumadas, desfaceladas.
Quem disse que é assim,
sou egoísta no que há em mim,
mistura doida, louca paixão,
amor em desatino,
silêncio em voz,
movimento em nos.
(A.Z)