sábado, 4 de junho de 2011

Hoje!

Hoje é um daqueles dias te sinto mais perto de mim,
minha memória que foi generosa com a infância me envia retalhos do passado.
Teu corpo ganhou várias formas e tua essência rabiscava a graça, o humor e tudo mais que a tornou inesquecível.
Dentro do passado te trago para o meu presente, almejando em todo meu íntimo um momento futuro que já não é mais possível.
Almejo com toda a força de meu ser, algo que jamais terei como quero, então meu refúgio está na fantasia, no imaginário, no sonho, onde enfim... a reencontro.
Mas você não deixaria simplesmente assim... te vejo no rosto e gestos das nossas quatro preciosidades, suas crias.
Hoje é um daqueles dias... de fortes saudades!

(Para minha doce irmã, Ana Karla)

quinta-feira, 14 de abril de 2011

Silêncio...voar!

Corro em palavras aceleradas, esvoaçadas ao dia... não me pertencem.
Ouço... o silêncio, meu fiel companheiro, ao qual compartilho o doce e amargo... meu.
Ele está nas canções cheias de lembranças, nas paisagens que meus olhos observam com a cumplicidade e desejo em dividir.
Está nas banalidades que meus lábios sussurram no anseio de serem ouvidos.
Na dores, que ele se quer permite comentar, nas alegrias em que rege a sinfonia.
Mesmo sendo ensurdecedor, peço que ele fique um pouco mais, onde minha alma se embrulha, friorenta, solitária.
Suplico que permaneça para me acalantar, sem pressa, todas as noites, me coloque para ninar.
Imploro que em suas melodias, ele reconstrua um novo voar.
(Texto: A.Z)

quinta-feira, 24 de março de 2011

Navego!

Navegar nesse rio da infância, que ensina a nadar, mergulhar entre os carandirus e carataís...
nessa fantasia que faz perder o medo da água barrenta e abrir os olhos para os sonhos.
Traçar as características que te seguem por toda uma vida, entre elas, a de que muitas podem mudar, aperfeiçoar...
Assim como na estrada, as curvas dessas águas também apresentam um horizonte sempre inesperado.
A maresia pode ser calma e serena, formando somente pequenas ondulações, outras vezes, parece ter a fúria do mar.
Nessas águas cheias de energia... observar e ver muitas vidas, diferentes histórias, também leva ao encontro da morte... de muitos que tiveram seus sonhos engolidos nesta profundeza.
Nessa vida ribeirinha, sempre é o sol que se avizinha, anunciando um dia após o outro de maneira mais lenta, sem pressa, sem a voracidade do mundo moderno.
Nessas lembranças, voltamos a ninar... reconstuindo todos os cacos que tentaram enterrar.
Nessa fúria, recomeçamos com o desafio de acalmar, contornar... aprendendo mais uma vez a navegar!
(A.Z / Foto: rio Afuá - Ilha do Marajó)

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Rabisco

Corre... palavras desaparecem como formas de pequeninar as emoções.
Mas é o silêncio o grito que mais ecoa em seu coração...
Cúmplice, acolhedor, de uma ternura a se acostumar.
Talvez neste tempo seja ainda cedo, ou tudo é muito devagar?!
Ou na vagareza pergunte em uma das voltas se ainda é possível amar...
desacelera, acelera, não vale se ausentar...
Se enjoar, mesmo quando as ondas parecerem maior que o mar, e nenhuma palavra alcance o mundo, ainda assim, é sempre bom rabiscar.
Nessa imensidão, mesmo quando for um grão, entenderás que mais um, é sempre diferente e pode sempre ajudar!
(A.Z)

domingo, 2 de janeiro de 2011

Singing In The Rain

Eu estou cantando na chuva
Só cantando na chuva
O que um sentimento glorioso
eu tenho muito prazer novamente
eu estou rindo das nuvens
Tão escuro sobre
O sol está em meu coração
E eu estou pronto para amar
Para amar
Deixar as nuvens tempestuosas perseguirem
Todo mundo do lugar
Venha com a chuva
eu tenho um sorriso em meu rosto
eu caminharei para pista abaixo
Com um refrão feliz
Cantando, cantando na chuva
Na chuva.
...

(Para começar o ano sem receio de se molhar. Que seja com serenidade, boas energias para saber usar a chuva)

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Palavra!

Procurar palavras para darem eco ao sentimento é ir ao encontro do grande duelo da emoção com a razão...
É dizer a sensatez que o insano está presente... é esbravejar ou apenas conter-se na cordialidade das emoções.
É dar a escrita o seu direito de indignar-se, se despir, se revelar.
Todas essas palavras podem escapar de seus dedos, lábios, ou viajar em sua mente... o destino você escolhe.
Mas às vezes, as palavras são armadilhas ao silêncio... em outras, silenciar talvez seja a melhor maneira de demonstrar cada palavra que te expresse.
Falada, escrita ou silenciada é a palavra que reabilita o coração... aquele que chora, que grita, que sente falta, que é feliz.
Nessa democrática artimanha nos basta sentir, refletir e abrir o melhor caminho de cada palavra.
(Texto: A.Z / Foto do blog Meditação do Dia)

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Anunciada!

O nome ganha outra conotação... uma letra ao lado da outra sonorizando sentimento, mexendo com a estabilidade da emoção quando escritas ou pronunciadas. A voracidade do desejo em ouvir, falar, ler, escrever... e também a intensidade do querer silenciar, dualidade completa.
Fechar os olhos, a leva em um mergulho de sensações que enaltecem as lembranças.
O gostar desse olhar ao mundo, quando as cores que lhe faltam, ganham pinceladas dadas por ele... a energia que ela transborda o reabastece. A lágrima compartilhada, o sorriso dado com generosidade, a gargalhada cheia de cumplicidade.
Nessas cores, nesse espaço aberto ao sentir, as falhas lamentadas, os sentimentos declarados, a paixão anunciada!
Tudo o que querem é um acorde perfeito maior!
(A.Z)

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Tua cor... minha cor!

A sensibilidade de um olhar aberto ao mundo gera registros que emocionam outros olhares.
As cores, as formas, a dor, a alegria, a vida...
Meu cenário não tem girafas ou leões, meu mar é tímido e sua água é doce. As luzes de minha cidade tem um brilho diferente, minha cor não tem a bela tonalidade da sua, mas ainda assim, meu corpo não resiste ao embalo de teu batuque...
Em cada quadro, recheado de traços de diferentes realidades, encontro semelhanças nos sentimentos que os pincelam.
O tempo iguala os traços da idade de sua gente e da minha gente...
a terra tem o mesmo tom para manchar sua veste e a minha veste...
Teu golfinho é primo de meu boto...
Os céus geram trovões e relâmpagos que assustam e geram os mesmos gritos de susto das senhoras que acreditam que precisar cobrir o espelho para não atrai-los...
O sol ilumina o rosto de tua criança, dando à ela uma luz que a torna um anjo... esse mesmo brilho chega no meu ribeirinho, caboclo dos rios dessa Amazônia.
Nesses cliques conheço mais do teu mundo, do meu mundo... das nossas vidas.

Texto: A.Z / foto: Sergi Barisashvili http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=6016006832353014094

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Quem te Zílio...

Esse recado foi postado pelo amigo Daniel de Andrade Gaia, do blog www.saitica.blogspot.com em meu texto "Minha cinza, minha sina, renascer"
Gostei e compartilho como forma de homenagem ao querido Daniel.

Andréa Andréa, quem te Zílio ...
foi o bem te ví ?
Quanta inspiração
carrega nos sonhos
Andréa Zílio
unindo a Fênix
mimetiza-se
o ser
e o abstrato
Papoulas na estrada
Daime para vagar no espaço

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

A fala

Nessa insanidade diária, meu refúgio... teus braços.
Teu olhar, cúmplice de meus desejos, me decifram e comandam teu toque... tua mão na minha pele... teu calor que aquece essa veste.
Aliado ao meu querer, desnuda tua alma em canções e versos. Revelações que se perpetuam em momentos rabiscados com sutileza, criando páginas de encantamento, descobertas, trocas.
Sem preocupação com o fim... uma história com a mais bela harmonia... embalada em sons de sonhos e boas energias. Esqueço o tempo, esse mesmo, inimigo do querer... reconstruo um novo cronômetro, sustentado pela poesia que é estar ao seu lado.