quinta-feira, 11 de setembro de 2008

Tempo

Ele que te faz correr, dançar,
conhecer, ousar, amar,
te ensina a chorar, levantar,
susurrar, desejar.

Tempo do teu destino,
Aprendiz do teu ser.
Tempo que leva à vida.
e te faz crescer.

(Texto: Andréa Zílio)

segunda-feira, 8 de setembro de 2008

Ressoar!

Não dê tantas voltas,
por maior que seja sua recompensa.
A nefasta injúria fragmentada
ressoa como lapsos da verdade.

Lave a lama do corpo,
mas antes se lambuze nela,
é preciso sentir a displicência
em uma ameaça ensaiada.

E nesse caos de palavras
ressoe o sentimento,
aquele mesmo que te o faz chorar,
e hoje é capaz de reanimar.

(Texto: Andréa Zílio / Foto: Nuno Manuel / Olhares)

domingo, 7 de setembro de 2008

Sabores e contrastes!

Desnuda tua alma, te encontras nestas chamas
e sacia tua sede pela vida.
Faz da caricatura mais excêntrica, a serenidade
de uma fonte inesgotável de alegria.
Tua intrínseca inquietude se transformará
em uma luz nesta escuridão.
Uma labareda diante de uma gota d'água,
uma cascata diante de uma fogueira.

Não ressoe nenhum grito de dor,
abrande-a na leveza do ar,
Ecoe as gargalhadas, dê entonação
aos fatos, também crentes como destino.
E nessa matiz sutileza, que se deve sentir o
comum contraste causado por um pôr-do-sol
e uma lua cheia nascendo. Ele existe!
Cada pincelada que expressa um momento
particular e único. A vida!

(Texto: Andréa Zílio / Foto: Paulo Pereira / Olhares. com)

sexta-feira, 5 de setembro de 2008

Janelas

Anoiteceu, e o barulho do silêncio é maior.
Hoje cedo ela sorria, vivia a agilidade do tempo em sua rotina.

Agora encontra em cada janela uma companhia.
Percorre o mundo, vai à África,
ouve Cezária Évora, se
embala no samba das Rainhas,
encontra cor e movimento no Olhares.

A madrugada chega, existe uma rede, a brincadeira começa.
Em cada janela, um semblante familiar, tudo interligado.
As poesias de Pessoa, Drummond, Lispector, Meireles ressoam.
Leitura Livre traz novos talentos, e ela conversa com cada um deles.

Encontra as "Mulheres de Holanda", descobre que é uma delas.
Sorri com as "Crises do Amor"... Realmente é preciso brindar em nome dele.

Palavras, imagens, sons, silêncio.
Um mundo de informações a sua frente,
Um companheiro fiel de uma noite solitária... Mas não de solidão!

(Texto: Andréa Zílio)

quarta-feira, 3 de setembro de 2008

Dedicatória...

Para Andréa Zílio, minha amiga do dia-a-dia e de blog. Agradecendo o lindo texto que fizeste em seu blog te dedico 3 coisas, já que não sou boa poeta!-

Uma flor amarela









Um poema de Mário Quintana
Canção do Dia de Sempre
(Mário Quintana)

Tão bom viver dia a dia
a vida assim, jamais cansa
Viver tão só de momentos
como estas nuvens no céu
E só ganhar, toda a vida
inexperiência, esperança

E a rosa louca dos ventos
Presa à copa do chapéu
Nunca dês um nome a um rio: sempre é outro rio a passar.
Nada jamais continua, tudo vai recomeçar!
E sem nenhuma lembrança
Das outras vezes perdidas,
atiro a rosa do sonho nas tuas mãos distraídas…

- Um trecho de Dura na Queda - Chico Buarque

"O sol ensolarará a estrada dela
A lua alumiará o mar
A vida é bela
O sol, a estrada amarela,
as ondas, as ondas, as ondas ..."
AMO VOCÊ MINHA AMIGA!
(De Claudinha Bartolo para Andréa Zílio)

Saudade que não tem fim!

O peito se preenche de um vazio
recordações se encontram
palavras sussurram...
uma doce lembrança,
uma amarga ausência.

Um fundo de tela que exibe
o que foi vivido, sentido.
A sensação de preenchimento que
deseja evazar, explodir.

Vontade de fechar os olhos...
abrir... estar perto, sentir.
Cenários de cores, sabores,
são sensações de uma só palavra:
Saudade!
(Texto : Andréa Zílio)

terça-feira, 2 de setembro de 2008

Multicores!

Um caminho sempre cheio de cores,
fantasias, amores.
A permanente transformação,
um dia no casulo,
outro dia bate as asas e sai a voar.
Menina de boas risadas, de energia
incessante no momento de brincar, brindar.
Mulher de muitos sabores, da serenidade
ao ápice da explosão de sentimentos e emoções.

Intensidade é teu nome,
alegria teu sobrenome.
Fazes da vida uma simples transformação,
em que pedras acabam virando flores, de multicores.
Beleza simples, terno ápice de quem sabe viver a vida
da melhor maneira: sorrindo!

*Para a bela e sorridente, Claudinha Bartolo, sempre Cauzinha- "um beijo e me liga!"

(Texto: Andréa Zílio / Foto: Pereira Lopes)

quinta-feira, 21 de agosto de 2008

Alma!


Regressa à velha casa
e te torna um bom lembrador,
Fazes da recordação tua lágrima
torna o vazio uma doce solidão.

Amanhã retornarás com um sorriso ameno,
te afagarás no aconchego da velocidade,
buscarás no ofício tua sina,
de uma jovem alma com a inquietude da liberdade.

(Texto: Andréa Zílio / Foto: Antonio Carreteiro / Olhares.com)

segunda-feira, 18 de agosto de 2008

Novas terras!

Navegas nesta cândura limiar,
em névoa te faz espiar,
na busca de uma terra
que desejas aportar.

Pisa com firmeza
em novo dia sem acabar,
reluta com o passado de lá,
te renovas com um novo olhar.

*Para Dani e Mara, que navegam novos mares

(Texto: Andréa Zílio)

sexta-feira, 15 de agosto de 2008

Aportar


Navesgas e aportas por este rio,
Lá, para além dos seres, ao profundo,
Desenhas um céu azul anil,
margens verdes que te cercam e direcionam teu caminho,
apontam as setas aos montes que amanhecem.

Como a um cativo, te ouço passar
com fixos olhos rasos de ânsia te vejo caminhar,
Tua sombra que ondula um canto de ave
Limiar textura e curvas de um enredo suave

Como diz Pessoa, que se afeiçoa:
"Mais razões para cantar que a vida!"

(Texto Andréa Zílio / Foto: Sérgio Vale - Rio Acre)