terça-feira, 27 de maio de 2008

Marionetes de um espetáculo só!

Somos marionetes de um espetáculo chamado 'VIDA', onde poesia e prosa se misturam em momentos de grandeza, lágrima e sorriso andam sempre juntos.
...Atores de um mundo de água e fogo, de horizontes e precipícios, em que bater as asas nem sempre significa voar, e estar em definitivo em um lugar pode ser a maior das gaiolas já encontradas.
...Um mundo de cara e coroa, em que olhares valem mais que aplausos, gestos e palavras tornam-se vazios se separados, mas conciliá-los faz parte de um grante ato.
...Uma roda que não pára de girar, mas insiste em muitas vezes desacelerar.
É então chegada a hora do encontro com a solidão. Feliz de quem sabe reconhê-la e com ela aprender o doce sabor da liberdade, hora da marionete ganhar mais flexibilidade, mas... sem deixar de ser o que é, afinal, a individualidade não faz parte desse universo que se completa como um grande quebra-cabeça.

Andréa Zílio

4 comentários:

Diego Pintro disse...

Essa é a vida - espetáculo sem hora certa, nem público cativo, nem local definitivo... - tudo depende das nossas escolhas... O que mais vale é saber escolher!
Bjão

Golby disse...

Esse momento de encontro com a solidão é tão delicado e tão desejado e tão reprimido. Me identifiquei muito com este texto porque acredito na dualidade de tudo. A vontade de ir querendo ficar. Vou te lincar, nem adianta...

Priscilla disse...

"Um mundo de cara e coroa, em que olhares valem mais que aplausos, gestos e palavras tornam-se vazios se separados, mas conciliá-los faz parte de um grante ato."


Perfeitas sim..são as coisas simples da vida. Mais perfeita ainda é a maneira de como você as encara. Sou apenas uma espectadora nesse mundo de palavras, onde ouvir cada dia que passa, vai se tornando um aprendizado sem limites..
Como já havia dito, não existe ninguém que não se identifique com esse texto..adorei mesmoo!

Anônimo disse...

É amiga
A vida e feita de paradóxo sempre. É só parar pra pensar ou escrever que notamos que cada ato nosso nasce de um outro contrário.
E a solidão....é o maior dos paradóxos. Ora a desejamos, ora tememos por ela.