terça-feira, 30 de março de 2010

Gerânio!

Não costumo postar o que não é de minha autoria por aqui. Mas quando alguém está com olhar limpo para ver o que você tem de bom, merece atenção carinho, respeito, pois é assim que o vê. Golby Pullig me enviou Nando Reis, que reproduz como ela me vê. Obrigada pela generosidade!

Gerânio
Ela que descobriu o mundo
E sabe vê-lo do ângulo mais bonito
Canta e melhora a vida, descobre sensações diferentes
Sente e vive intensamente
Aprende e continua aprendiz
Ensina muito e reboca os maiores amigos
Faz dança, cozinha, se balança na rede
E adormece em frente à bela vista
Despreocupa-se e pensa no essencial
Dorme e acorda
Conhece a Índia e o Japão e a dança haitiana
Fala inglês e canta em inglês
Escreve diários, pinta lâmpadas, troca pneus
E lava os cabelos com shampoos diferentes
Faz amor e anda de bicicleta dentro de casa
E corre quando quer
Cozinha tudo, costura, já fez boneco de pano
E brinco para a orelha, bolsa de couro, namora e é amiga
Tem computador e rede, rede para dois
Gosta de eletrodomésticos, toca piano e violão
Procura o amor e quer ser mãe, tem lençóis e tem irmãs
Vai ao teatro, mas prefere cinema
Sabe espantar o tédio
Cortar cabelo e nadar no mar
Tédio não passa nem por perto, é infinita, sensível, linda
Estou com saudades e penso tanto em você
Despreocupa-se e pensa no essencial
Dorme e acorda

http://letras.terra.com.br/nando-reis/1244897/

quarta-feira, 24 de março de 2010

A gente!

E a gente se enrosca
E a gente se perde
E a gente se rola
E a gente se mede
E você vai embora
E tudo se esvai
Braços vazios
Bocas no caos
Sombras dos sonhos
Abraços vagos
Beijos não mais...

*Contribuição do amigo - Marcos)

terça-feira, 23 de março de 2010

Sem medo!

A poesia será nossa comunicação mais secreta, quieta, assim... silenciosa, serena, mas, não menos voraz.
Encontre nela a beleza de seu ser, o reflexo de sua alma, a grandeza de suas palavras.
Em cada letra, costurada como uma colcha de retalhos, abrande a dor, ecoe o grito, esbraveje o silenciar do coração.
Em cada verso, libere a leveza do corpo... vença a falta de ar que o medo traz.
No mais profundo vazio encontrarás o puro sentimento, inebriado pela sua forte presença, cara-a-cara, o desafio de um ciclo necessário, essencial para reconstruir a energia que move seu sangue.
É um pequeninar de toneladas, um momento como o das garças, que muitas vezes se apóiam em uma só perna para não pesar o coração.
Viva o vazio mais movimentado, aquele na multidão ou solidão... seu, assim, só meu!

*Que em cada ressurgir da vida sejamos cúmplices da poesia que nos move.

(A.Z / Foto: Paulo Minguez / Olhares.com)

segunda-feira, 15 de março de 2010

Velejar!

Eu digo em vão, ele entende não,
Eu falo branco, ele vê preto,
Nada é errado, tudo é imperfeito.
Quando a indecisão deixa de fluir e sobrepõe a emoção, a comunicação parece não existir.
Afinal, mesmo na interrogação diária, é necessário não temer a cordialidade dos anjos e a insesatez dos 'diabinhos'.
Nessa roda viva o que vale é sentir, respeitar, se permitir.
Viro a página do pensamento, navego, mergulho, respiro. Palavras roubadas.
Do ventre exposto à chama, da lareira ao lago.
Olhar ao horizonte, enquanto ressoa o vento, algumas canções são eternas, outras, passageiras... quem define? Eu ou você?
O tempo!
(A.Z / Foto: RZambujo / Olhares.com)

terça-feira, 9 de março de 2010

Fênix

Busco na tela em branco o confidente para fazer pequeninar a rebeldia dessa alma inquieta,
que sem razão assola uma imensidão vazia, silenciosa, ensurdecedora.
Tento recompor a saudade em poesia, viajo nas melodias, a sede aumenta, esvazia...
Me apego na solidão, a parceira da luz e da escuridão.
Fecho os olhos, cada grandiosidade que eles observaram com a curiosidade de um sonhador, simplesmente, reconstrói,
refaz cenários, remodela lembranças, emoções...
Só então percebo a coerência da dor... Não é dor, mas sim, a alma que súplica momentos para um novo respirar, esse assim,
profundo, lento...necessário para continuar!

(A.Z / Foto: de minha fênix feita pelo super Fred)

domingo, 7 de março de 2010

Alma mulher!

Constantemente inconforme, que se automotiva todo dia.
Livre de feitos e preceitos, se reformula, reconstrói.
Fênix de sua alma, de sutileza e voracidade ímpar.
Nem menos, sempre além.
Nessa corda-bamba, passos firmes.
Em sua sabedoria, os erros ressoam em lágrimas de aprendizado,
o sorriso é calcado na experiência, por isso, é solto e frequente.
O pesar de seu coração está em sempre significar o elo, com isso, aprendeu
a pequeninar a dor para aliviar a a alma.

*Parabéns à todas as grandes mulheres que fazem parte de minha vida, em especial, Carmem, minha mãe e referência!

sexta-feira, 5 de março de 2010

Saudade


Ela é assim, suave, serena,
vem sem dor, sem pretensão, apenas com o hábito do sentir.
Não faz mordaça, sacia a sede do querer bem.
Faz pequeninar o coração, com a leveza do voo dos pássaros.
Se reforça no tempo, esse estranho mito.
(A.Z / Foto: Domingos Fernandes de Souza / Olhares/com)

quarta-feira, 3 de março de 2010

Rabiscos de um outro olhar

Andréa pode ser um cílio
mas um cílio não pode ser Andréa
Para ser Andréa Zílio,
basta um cílio no olhar de quem ver o amor,
só o amor vê e crer em um cílio
conhecido por Andréa Zílio.

(*Essas linhas ganhei de presente. Agradeço ao autor)

segunda-feira, 1 de março de 2010

Cada um... poesia!

Dizem que ela é assim... um acalanto à alma.
Será? Dúvidas e afirmações em uma complexidade compreendida, pois é notório, somente ela ensurdece o silêncio, inquieta o espírito, faz pulsar mais forte o coração, e quando se vê... pronto, um turbilhão.
Ela faz encher o peito de ar, e tudo começa a girar. O mundo fica mais insano e também humano.

A poesia está no gesto, no andar, na maneira de amar, pelo menos foi o que ensinou García Lorca.
A poesia, independente do estar, te faz sempre, sempre sonhar.
Nela, buscas o refúgio, reencontra o brilho para os olhos, o sorriso que ilumina a face.
E assim continuas, nela faz-se perdurar a esperança, agitada ou serena, em cada palavra, uma maneira de embelezar o mundo, tolerar a dor, satisfazer os desejos, reverenciar o belo, perpetuar o amor.

*Aos cheios de arte, cada um, em seu jeito, Rodrigo Pires e Diego Gurgel pelo aniversário. Parabéns!!!
(A.Z / Foto: Fernando Rodrigues e M / Olhares.com)