segunda-feira, 9 de junho de 2008

Escuridão


Às vezes a dor parece temer a luz do dia
e a escuridão insiste em não ter fim
O pedido de súplica aumenta no anseio da voz que grita por liberdade
e dispara sem rumo, sentido ou voracidade

O corpo trêmulo padece na angústia
de quem está solitário na multidão
A voz rouca de tanto gritar
O coração dilacerado em almejar

Uma palavra sem pontuação
Uma frase inacabada
Uma estrofe sem rima
Um poema despedaçado
Um ponto sem final

(Andréa Zílio - Foto Felipe Santos)

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