terça-feira, 9 de março de 2010

Fênix

Busco na tela em branco o confidente para fazer pequeninar a rebeldia dessa alma inquieta,
que sem razão assola uma imensidão vazia, silenciosa, ensurdecedora.
Tento recompor a saudade em poesia, viajo nas melodias, a sede aumenta, esvazia...
Me apego na solidão, a parceira da luz e da escuridão.
Fecho os olhos, cada grandiosidade que eles observaram com a curiosidade de um sonhador, simplesmente, reconstrói,
refaz cenários, remodela lembranças, emoções...
Só então percebo a coerência da dor... Não é dor, mas sim, a alma que súplica momentos para um novo respirar, esse assim,
profundo, lento...necessário para continuar!

(A.Z / Foto: de minha fênix feita pelo super Fred)

4 comentários:

R Simples disse...

Linda a Fenix. ^^

Magda Tomaz disse...

"...a parceria da luz com a escuridão." lindo!

Charlene Carvalho disse...

só pra variar, lindo texto para iluminar um dia cinzento. Salve grande poetisa!

Anônimo disse...

E você, Andréa, que tatuou meu coração com fogo ...