sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Tua cor... minha cor!

A sensibilidade de um olhar aberto ao mundo gera registros que emocionam outros olhares.
As cores, as formas, a dor, a alegria, a vida...
Meu cenário não tem girafas ou leões, meu mar é tímido e sua água é doce. As luzes de minha cidade tem um brilho diferente, minha cor não tem a bela tonalidade da sua, mas ainda assim, meu corpo não resiste ao embalo de teu batuque...
Em cada quadro, recheado de traços de diferentes realidades, encontro semelhanças nos sentimentos que os pincelam.
O tempo iguala os traços da idade de sua gente e da minha gente...
a terra tem o mesmo tom para manchar sua veste e a minha veste...
Teu golfinho é primo de meu boto...
Os céus geram trovões e relâmpagos que assustam e geram os mesmos gritos de susto das senhoras que acreditam que precisar cobrir o espelho para não atrai-los...
O sol ilumina o rosto de tua criança, dando à ela uma luz que a torna um anjo... esse mesmo brilho chega no meu ribeirinho, caboclo dos rios dessa Amazônia.
Nesses cliques conheço mais do teu mundo, do meu mundo... das nossas vidas.

Texto: A.Z / foto: Sergi Barisashvili http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=6016006832353014094

4 comentários:

Tayná Karine disse...

Poxa Andréa não sabia desse seu blog..
muito amo..amo ler os blogs com coisas boas..
parabéns..
pode ficar sabendo que estarei aqui todos os dias apreciando seus posts..
=D
tbm me cadastrei mais ainda nao dei seguimento no meu blog..
mas estou me inspirando para ativá-lo..hehe
beijos

Marcela Barrozo (@BarrozaJack) disse...

Simplesmente I-NE-BRI-AN-TE!

Marisa Matos disse...

é sempre muito bom visitar esse espaço, que, até, já faz parte da minha lista de favoritos no meu medo de dormir na luz.
Beijinhos =D

Fanzine Episódio Cultural disse...

ANJO NEGRO
Como um relâmpago
Ela entrou em minha vida,
Tão inesperadamente como saiu.

Não me deixou rastros
E nem carta de despedida,
Meu anjo negro retornou às estrelas.

Suas asas cobriram-me,
Seus lábios devolveram-me a vida.
Retirando-me o gosto amargo de viver,
Meu anjo protegeu-me
Pousando em meu coração.

Meu anjo negro retornou às estrelas
Deixando-me órfão
Para abraçar o meu/seu vazio.

Agora sou um prisioneiro sem cela
Que, ao ser despertado pela luz da manhã,
Busca refúgio ao final do dia
À espera do retorno
Que a noite nega-se a permitir.

*Do livro (O ANJO E A TEMPESTADE) do escritor Agamenon Troyan